O hotel (palavra francesa que designava, os palácios urbanos) é um estabelecimento comercial especializado em proporcionar acomodações para viajantes: a hospedagem. Esse meio de hospedagem, geralmente, é classificado de uma a cinco estrelas, de acordo com o conforto, luxo e serviços oferecidos. A maioria dos hotéis também disponibiliza serviços de alimentação, eventos e outros para propiciar maior satisfação e permanência aos seus hóspedes.
A hotelaria no Brasil ainda é recente em comparação com a dos países como Europa e Estados Unidos. Assim, ainda há muito espaço para crescimento e desenvolvimento dos seus serviços. De acordo com notícia divulgada em março deste ano, no caderno semanal Empregos, do jornal Folha de São Paulo, a Hotelaria deverá criar 15 mil vagas no país, até 2007. (dados fornecidos pela ABIH - Associação Brasileira da Indústria de Hotéis).
Os anos 90 foram um marco para a hotelaria no país, quando as grandes redes começaram a implantar seus hotéis por aqui, e isso não faz muito tempo. No entanto, durante este período pôde-se aprender bastante a respeito do mercado. A tendência é de que, com o tempo, quase não haja mais espaço para pequenos investidores. As grandes redes nacionais e internacionais deverão estar por trás dos negócios. Com a concorrência acirrada, os estabelecimentos precisarão se adequar cada vez mais ao mercado, procurando consolidar seu marketing de relacionamentos.
O crescimento deve ser verificado com mais intensidade nos hotéis de Negócios/ Econômicos - e nos Resorts/Lazer. Esta divisão já vem sendo observada pela Sociologia, através da tese do Ciclo da reconstituição. O homem da sociedade pós-industrial trabalha e necessita de um tempo para se recuperar, recarregar suas energias para novamente voltar ao trabalho, criando assim um eterno ciclo: trabalho-descanso-trabalho. Dessa forma, pode-se prever o crescimento dos hotéis voltados para os negócios e cada vez mais automáticos e funcionais - pois este novo homem não tem tempo a perder. Por outro lado também é certa a expansão dos hotéis de Lazer, porque este homem também deseja momentos para desfrutar a vida e se recuperar do stress causado pela agitação de seu dia-a-dia.
Também há uma tendência para crescimento de segmentos turísticos que hoje ainda são restritos no país. Um exemplo é o do segmento GLS - ou GLBT. Os investidores brasileiros já começam a perceber o potencial econômico deste público, tanto que muitos empreendimentos hoteleiros já hasteiam em suas fachadas, a bandeira multicolorida, símbolo do movimento gay. Estes estabelecimentos, apesar de não serem voltados especificamente para o segmento GLS, são considerados friendly, ou seja, amigáveis à comunidade Gay. Também já foi criada a ABRAT GLS e em junho deste ano, em São Paulo, realizar-se-á o II Fórum de Turismo GLS. No ano passado, no I Fórum, foram discutidas estratégias para incluir o Brasil no roteiro GLS mundial. Assim, a hotelaria deve estar preparada para atender a este público com de qualidade, visto que o atendimento é um dos fatores de mais relevância para a comunidade gay ao escolher um serviço.
Segmentos diferenciados como é o caso dos hoteis em Campos do Jordão, que te levam a uma viagem pela suiça, isso é possível devido a grande diversidade e tamanho do Brasil, sem sombra de dúvidas um segmento avançado que cresce a cada dia.
Quanto a vagas no setor, apesar dos investimentos, a curto prazo, ainda não é muito representativa o número de vagas para quem tem nível superior, pois os cargos são mais numerosos nos setores operacionais. Entretanto, é comum encontrarmos, na hotelaria, estagiários e pessoas formadas ocupando cargos que exigem apenas o ensino médio. Assim pode-se prever que futuramente, grande parte dos funcionários, dentro de um hotel, tenha formação específica, até porque cresce o número de cursos superiores de Hotelaria, principalmente no sul e sudeste do país. Também é provável que o setor busque novos mercados, em Estados que apresentem potencial, no Norte e Nordeste do Brasil. Acima de tudo, é necessário que os investidores estejam sempre buscando se atualizar e mantendo-se sempre atentos para as mudanças do mercado a fim de manter uma qualidade que garanta sua competitividade e, consequentemente, sua receita.
O turismo em números
Em 2007, o turismo gerou 2,6% do PIB brasileiro e uma receita anual de R$ 39 bilhões. Desse total, 85% (R$ 33 bilhões) correspondem à receita do turismo doméstico. Os outros 15%, vindos do turismo internacional, alçaram o setor ao quarto item da pauta de exportações do país - posição perdida este ano para comercialização de carne de frango, que cresceu substancialmente em 2008.
No entanto, o turismo continua como primeiro item do setor de serviços da balança comercial brasileira. Enquanto, em 2007, o PIB do Brasil cresceu 5,7%, chegando a R$ 2,6 trilhões, o turismo cresceu 10% no mesmo ano.
Em 2008, mais de cinco milhões de estrangeiros visitaram o país, a maioria, argentinos, seguidos por americanos, portugueses, italianos e chilenos. Ao todo, os turistas deixaram no Brasil US$ 5,78 bilhões, 16,8% a mais do que em 2007 (US$ 484 milhões). O valor foi um recorde histórico desde que o dado começou a ser medido pelo Banco Central.
Em 2009, a atividade turística internacional registrou queda em mercados importantes para o setor. Em janeiro, o gasto dos turistas estrangeiros no Brasil foi de US$ 492 milhões, 17,3% menor se comparado ao mesmo período do ano passado. No entanto, o número representa a segunda maior arrecadação da história.

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